Entrevistamos uma aluna do curso de Jornalismo, um aluno já formado, e um professor para dispor sobre diploma, mercado de trabalho e relação estudante-docente. Vejam os discursos.
Por Laudilúcio Cézar
“Essa relação entre aluno e professor, não só dentro do curso de Jornalismo como em outras áreas, é fundamental porque, antes de ser professor, ele foi aluno. Dessa forma, ele vai poder ajudar o aluno a tomar decisões difíceis, a orientá-lo, não enquanto apenas na sua disciplina, mas como indicar Congressos, indicar Mercado de Trabalho, até porque muitos professores são donos de suas próprias empresas, donos de estabelecimentos ou, se for a área de saúde, donos de clínica, podendo absorver muitos desses alunos. Então, essa relação entre alunos e professores é fundamental.”
Por Laudilúcio Cézar
“Essa relação entre aluno e professor, não só dentro do curso de Jornalismo como em outras áreas, é fundamental porque, antes de ser professor, ele foi aluno. Dessa forma, ele vai poder ajudar o aluno a tomar decisões difíceis, a orientá-lo, não enquanto apenas na sua disciplina, mas como indicar Congressos, indicar Mercado de Trabalho, até porque muitos professores são donos de suas próprias empresas, donos de estabelecimentos ou, se for a área de saúde, donos de clínica, podendo absorver muitos desses alunos. Então, essa relação entre alunos e professores é fundamental.”
“Enquanto acadêmica de Jornalismo eu acredito que o diploma é essencial, uma vez que o aluno que sai da Faculdade e paga determinadas cadeiras como sociologia, filosofia e antropologia, está habilitado a entender a sociedade na qual está inserido, podendo dessa forma decodificar melhor as mensagens para o público ao qual ele vai oferecer o seu texto, a sua voz enquanto radialista, ou seja, a própria informação, dependendo do veículo em que ele se encontrar.”
“A respeito da decisão do diploma, tomada pelo Supremo Tribunal Federal, eu achei insanidade, no que diz respeito a suspensão do Diploma de Jornalismo, uma vez que o profissional que não tem diploma infelizmente não estará capacitado a produzir um conteúdo ou uma informação de credibilidade. Infelizmente, para a sociedade que estamos inseridos hoje acham que apenas os estudantes de Jornalismo são os únicos prejudicados com a decisão do Supremo, só que muito pelo contrário, pois a sociedade passará a receber informações de um não diplomado jornalista, que falará o que quer, a hora que quer, ou seja, não possuindo este profissional uma formação profissional e ética, através das técnicas que envolvem o campo do jornalismo”.
Naiane Rodrigues
Aluna do 4º período de Jornalismo – FIP
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"Não só no curso de Jornalismo, como em qualquer outro curso, é de suma e indispensável importância a relação aluno/professor e, sobretudo, professor/aluno, para que a gente possa ter o acompanhamento necessário da classe dos professores e o interesse necessário por parte dos alunos, para que assim exista uma interação entre professor e aluno e a gente tenha o aprendizado, e o professor tenha a ensinar e transmitir, com a eloqüência que ele possui, com a sabedoria que ele possui, e com a boa vontade que o aluno tem em aprender. Só que o relacionamento entre um e outro se for, de boa qualidade, com certeza terá um bom aproveitamento.”
“O diploma em si não tem tanta significância quanto a gente acha. Agora, a graduação que nele existe demonstra que o aluno de Jornalismo, ou de qualquer outro curso, passou por uma academia, e isso diferencia das outras pessoas que se acham jornalista. Um jornalista catedrático, que estuda em uma universidade, ele tem um jogo de cintura diferenciado, a capacidade da graduação, aquilo que ele aprende de norma e ética e de estrutura necessária para que possa ser de verdade um jornalista e professor, um advogado, um médico não é um diploma, mas é a graduação ou o conhecimento, é a capacidade técnica e teórica que é introduzida no saber daquela pessoa e, principalmente, o conhecimento do jornalista. O diploma, a graduação, o mérito que ele é conferido com o diploma sim diferencia de outros há de vista que se dizem jornalistas".
"A gente não pode contestar a decisão do Supremo, a gente pode contestar a necessidade que um jornalista possui de ter a sua graduação. O Supremo decidiu, tá decidido, da mesma maneira que ele pode reavaliar e voltar atrás naquilo que ele decidiu. Tenho a certeza em de dizer que o jornalista necessita de uma graduação para diferenciá-lo do jornalista do meio de rua. Só nós jornalistas pressionarmos e mostrarmos a necessidade ou a eficácia da graduação que a gente necessita, com certeza o Supremo irá reavaliar e refazer essa decisão. O Supremo poderá tomar novamente outra decisão se perceber que nós temos outro direito, como qualquer outro profissional, da capacidade de ser graduado, em diferenciar de outras pessoas que exercem a profissão e não possuem o diploma, e o conhecimento”.
João Batista Máximo
Recém formado em Jornalismo - FIP
Atualmente cursa Direito – FIP
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“É imprescindível que essa relação aluno e professor seja profícua, e que tenha como base o diálogo. Eu sempre procuro estabelecer entre eu e os alunos uma relação de diálogo, de franqueza, e que o conhecimento que é lecionado em sala de aula possa ser estabelecido através da troca de experiências. Eu vejo isso como uma forma enriquecedora e sinto retorno dos alunos em relação a isso”.
“Eu sou professor de Jornalismo, graduado na área, e faço doutorado em Sociologia, mas mesmo assim eu tenho uma relação muito forte com o curso. Não é apenas uma defesa de mercado. É importante e imprescindível o diploma porque, há mais de 40 anos no Brasil, há o Intercom, que é uma entidade de pesquisadores na área de comunicação, e que sempre tiveram a preocupação muito grande em sistematizar o estudo filosófico que fala da importância e do objeto de pesquisa da comunicação, no nosso caso o Jornalismo, enquanto área de conhecimento das ciências humanas, e infelizmente no Brasil nós acabamos presenciando aquele voltado pelo Supremo Tribunal Federal, que regulamentou o fim da exigência do diploma de Jornalista, e eu vejo como uma grande perda e isso só sintomatiza a falta de informação da sociedade em relação a importância de se estudar o Jornalismo como uma construção social, uma construção de realidades, e que a Intercom não defende Jornalismo de forma corporativa, pelo contrário, é uma instância que vai analisar criticamente os discursos elaborados pelo Jornalismo, e o STF apenas fez corroborar a idéia do completo desconhecimento do nosso objeto de pesquisa."
Professor Rubens Elias (Formando em Jornalismo pela UEPB e Doutorando em Sociologia pela UFPB).
1 comentários:
Muito Boa essa Reportagem Parabéns Gostei muito...
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