O curso de Comunicação Social oferece toda uma carga de elementos de caráter prático e teórico para a formação do profissional dessa área. Falando especificamente do curso de Jornalismo, é interessante assinalar um valor de indispensável importância para que se tenha um comprometimento acadêmico proveitoso, que é a prática da leitura. Apesar do hábito de ler ser quase que uma regra primária para quem pretende estudar Jornalismo, ainda pode-se observar um pequeno deslize de alguns alunos com relação a isso.
O professor Rubens Elias fala do perfil heterogêneo dos alunos de Jornalismo das FIP com relação à leitura. “Discutir textos parece ser uma atividade acessória... e obviamente não é. Há turmas em que este processo de leitura e estímulo é promissor, mas ainda sinto uma forte resistência dos alunos em relação à prática de ler e discutir”, disse.
Na temporada de quatro anos que passamos como acadêmicos é essencial que tenhamos o exercício da leitura como carro-chefe das nossas pretensões como futuros profissionais. A faculdade oferece uma biblioteca com um bom acervo de livros teóricos e metodológicos, indispensáveis para o acúmulo da maior carga possível de conhecimentos, sejam eles apenas para acompanhar as leituras em sala de aula ou até melhor, para garantir uma maior desenvoltura num futuro TCC, mestrado ou especialização.
Ao contrário do que já se falou e questionou internamente sobre o conteúdo pedagógico e didático utilizado nas cadeiras de cunho teórico, o professor Flaubert Paiva rebate tais críticas e ressalta a importância de leituras de teóricos como Weber, Durkein e Marx. “Na minha opinião não há falhas na formação do aluno pelo curso no que diz respeito ao conteúdo textual utilizado. É interessante que as pessoas deixem de ser pessimistas com essa visão equivocada do processo metodológico do curso. As discussões que realizamos em cadeiras como Teoria da Comunicação, Mídia e Cultura Contemporânea, Sociologia da Comunicação entre outras, são de extrema importância para uma abordagem reflexiva da contemporaneidade junto aos alunos”, argumentou.
Elias também reforça a fala do professor Paiva ao citar a importância da leitura de autores como Adorno, Horkheimer, Marcuse e Wolf, esses da Escola Européia. É relevante o docente estimular o aluno a conhecer novas obras de abordagens, perspectivas e visões acerca não só dos media, mas da sociedade atual que é demasiado complexa e dinâmica. Ela suscita sim novas interpretações para as realidades e o aluno tem que estar preparado para vivenciar e interpretar os novos códigos simbólicos que vão se engendrando diariamente”, afirma.
Cristian Oliveira
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