Chuvas trazem esperança para agricultores da cidade de Teixeira-PB
Por Igor da Nóbrega - 6º Período
Sendo a certeza de uma colheita farta e abençoada, o dia de São José, comemorado em 19 de março, ainda simboliza a esperança para os agricultores nordestinos. No município de Teixeira-PB, a tradição é vivenciada antes dos primeiros raios do sol, quando muitos cultivadores levantam-se para fazer pedidos ao santo.
Na última sexta, 19, os plantadores viram suas lavouras serem irrigadas, após aproximadamente duas horas de chuva que caíram sobre a cidade. Coincidência ou não, o fato ocorreu no dia do “Patrono da Igreja Universal”, assim intitulado pelo papa Pio IX, em 1870. Segundo reza a crença religiosa, a ocorrência de chuvas no dia de São José é a confiança de um inverno promissor.
Para o plantador José Ramires de Souza, 65, o dia representou o início do período chuvoso no município. “Desde junho do ano passado, os moradores não presenciavam uma chuva tão intensa.
Sem dúvida nenhuma, a partir de agora, teremos a ocorrência de fato do ‘inverno’ em Teixeira”, afirmou.
Sem dúvida nenhuma, a partir de agora, teremos a ocorrência de fato do ‘inverno’ em Teixeira”, afirmou.
José Ramires aproveitou para falar da fé depositada em São José pelos agricultores da cidade. “Assim como eu, grande parte dos cultivadores que moram aqui, vinha rezando para o santo milagreiro, na esperança que nosso ‘ganha pão’ não fosse perdido”, explicou.
A necessidade da ocorrência de precipitações chuvosas é outra preocupação para o sertanejo paraibano. Assim como ocorre em regiões típicas do semiárido nordestino, o município teixeirense é marcado por um período relativamente longo de estiagem. “Nossa cidade possui apenas duas estações bem definidas, o inverno e o verão, sendo que este último se encontra com mais frequência ao longo do ano”, enfatizou o agricultor.
Além de ser o alimento diário para muitos moradores, a safra obtida com as chuvas constitui a fonte de renda para muitos comerciantes da região. De acordo ainda com José Ramires, a feira livre do município reúne vários produtos decorrentes dessa colheita. “Todos os anos, plantamos macaxeira, jerimum, fava, feijão tropeiro, nabo e, principalmente, o milho, que é empregado no preparo de comidas típicas, como a pamonha, a canjica e o mungunzá”, concluiu.


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