Érike Augusto Farias, 18 anos, morou em diversas cidades do Estado de São Paulo, hoje mora em Tuparetama, interior de Pernambuco, e foi nessa cidade que ele se encontrou pela primeira vez com as drogas. Tudo começou com a curiosidade típica de adolescentes de experimentar o novo, novas sensações, prazer. E o que era uma curiosidade transformou-se na espiral arriscada e perigosa do vício. Cigarro, álcool, e a tênue linha que separa as drogas lícitas das ilegais foi rompida.
Vem maconha e depois o crack, esta última esteve presente por um ano na vida desse jovem e junto com ela a (ruína) física, familiar, econômica e social, que acompanha qualquer um que se torna dependente.
"Minha família desmoronou, começou a se desestabilizar. Quando você começa a fazer coisa errada, tudo dá errado, sua vida financeira começa a ficar ruim, sua vida emocional começa a ficar ruim, ruim não, péssimo" diz Érike.
A compulsão pela droga obriga o usuário a roubar, tirar objetos de dentro de casa para vender e assim sustentar o vício, as dívidas são constantes, e cobradas de uma forma ou de outra. "Alguns colegas meus já morreram, mataram, deviam R$ 500, R$ 400, tiravam DVDs de R$ 400 reais para vender por R$50 e comprar cinco "pedras",diz.
A situação de Érike levou a família a cogitar a internação, uma medida desesperada de tentar salvá-lo. "Eu só queria sair para beber, fumar, eu vivia pra isso, estava ficando louco mesmo, minha mãe queria até me internar numa clínica" conta.
Em muitos casos a internação, é a última medida desesperada da família para livrar alguém das drogas, o primeiro passo é o viciado reconhecer que tem um problema e querer sair dele.
Érike quis, cansou de sofrer e fazer sua mãe sofrer, diz ele, e com perseverança lutou para sair, começou a freqüentar a igreja e passou a se dedicar as atividades do Centro da Juventude. "Cheguei aqui pesando 45 kilos, revoltado, todo mundo tinha medo de mim, meus colegas saíram e eu continuei, comecei como aluno, mas graças a Deus, eles (os coordenadores) perceberam minha mudança e me chamaram para ser monitor", fala.
As iniciativas públicas do Centro da Juventude, associadas à perseverança dos jovens, mostra que a mudança é possível. Como afirma o próprio Érike "Você aprende coisas aqui que se você colocar em prática vai mudar sua vida, mas tem que querer".
Por Vera Lúcia Xavier
Por Vera Lúcia Xavier
0 comentários:
Postar um comentário