JORNALISTA DE SUCESSO

A jornalista Herta Riama fala sobre sua carreira profissional


Por Alais Cavalcante


O jornalista é um profissional da notícia, investiga e está sempre por dentro de assuntos interessados ao público, carrega uma responsabilidade enorme. A ética e a lealdade na profissão é um fator muito importante que ajuda a crescer na carreira profissional, precisa dominar muito bem a língua portuguesa e fazer bastante leitura.
Para quem deseja ingressar na área de comunicação é preciso estar bem preparado, possuir talento e acima de tudo força de vontade e humildade. A jornalista Herta Riama, formada pela Universidade Estadual da Paraíba e repórter da TV Paraíba, afiliada Rede Globo, conversou conosco e relatou o início de sua carreira e o dia-a-dia de uma jornalista no sertão paraibano.


ANJF - Há quanto tempo trabalha na área de comunicação?


Herta Riama – Eu comecei a trabalhar na área de comunicação antes mesmo de me formar em jornalismo. Participei de cursos ligados ao rádio como curso de locução, oferecidos por três profissionais da Rádio Itatiunga em 1998, onde surgiu o interesse em fazer jornalismo, eu passei a conviver, gostei e vi que era o que realmente me identificava, ao todo já fazem doze anos que estou na área.


ANJF – Qual foi o primeiro trabalho na área de comunicação?


Herta Riama – Formalmente falando o primeiro foi na TV Paraíba, onde atualmente trabalho, o ramo da comunicação é muito informal, você faz serviços e trabalhos de Free lance e acaba tornando um profissional meio que avulso, sem falar que eu trabalhei e estagiei de graça para poder começar a trabalhar, porque eu queria aprender e adquirir experiência, para assim poder futuramente conseguir um trabalho. Pode-se dizer que meu primeiro emprego foi no rádio, depois assessoria política, jornal impresso, TV Borborema e a partir daí foram surgindo outras oportunidades.


ANJF – Fale um pouco mais sobre seu trabalho na TV.


Herta Riama – Atualmente trabalho na TV Paraíba, exerço a função de correspondente da emissora aqui no sertão, sou repórter e juntamente com o repórter cinematográfico temos a função aqui de produtores porque vamos em busca das noícias, todo trabalho que uma produção faria nós fazemos e enviamos para Campina Grande, onde lá eles fazem a edição e a finalização para poder sair no telejornal.


ANJF – Você poderia resumir basicamente a sua rotina de trabalho?


Herta Riama – Resumir a minha rotina de trabalho seria dizer que todo o dia é está em um lugar diferente, fazer algo diferente, conversar com pessoas totalmente diferentes, é contar para quem está em casa as mais diferentes histórias e tentar levar para quem tanto confia na sua credibilidade. Quem dá essa credibilidade a informação precisa da informação correta. Ter o zelo pela informação acima de tudo e dizer que é realmente para quem gosta uma profissão maravilhosa, hoje apesar da decisão da não legalização do diploma eu seria jornalista de novo, faria com maior prazer o curso de jornalismo e incentivaria qualquer pessoa que queira fazer, porque o jornalismo está na alma, uma profissão que realiza muito.


ANJF - Quais as maiores dificuldades que enfrentou diante do mercado de trabalho?


Herta Riama – As dificuldades são muitas, elas não deixaram de existir e vão sempre existir é bom que existam para servir de estímulo para que a gente possa superá-las, mas eu diria que o pior é o preconceito das pessoas, a falta de valorização daqui do sertão, eu sempre tive um propósito em mente, que era me formar e vim morar aqui e ser jornalista no sertão isso sim foi um desafio para mim. Hoje eu consigo olhar para o passado e sentir orgulho do que foi essa luta, consegui provar todo meu trabalho, toda minha competência.


ANJF – Você sente-se realizada com o seu trabalho?


Herta Riama – Muito, porque hoje faço o que gosto, depois de ter passado por três faculdades, onde procurava algo que me identificava e foi através do jornalismo que eu consegui essa identificação. Eu gosto do jornalismo comunitário de estar perto das pessoas, de estar perto da comunidade de sentir a comunidade e os problemas, tentar procurar resolver, tentar procurar fazer alguma coisa, é como se fosse fazer da profissão do jornalismo, como algo útil para ajudar alguém e não pensar nesse “glamour” todo que as pessoas imaginam ter.


ANJF – Você já chegou a ficar emocionada ao fazer alguma matéria?Qual?


Herta Riama – Sem dúvidas, várias vezes, a gente sempre tem uma história para contar, um caso bem forte que me emocionou foi de um senhor que mora no bairro Jatobá e hoje ele anda de cadeira de rodas por ter sofrido um acidente de carro e perdeu as duas pernas, ele tem 82 anos e atualmente ainda trabalha, a profissão dele é pescar e ele tem uma filha de sete anos. Ele tem uma vida normal como qualquer outra pessoa, vai pescar, sai para vender, vem a cidade vender os camarões e peixes que ele pesca e tem uma vivencidade tão grande, um brilho tão intenso que eu fiquei impressionada quando ele começava a falar. Eu ficava vendo, a gente reclama de muita coisa, a gente acha que os nossos problemas são maiores do que o de todo mundo e vi naquela pessoa alguém muito forte, alguém muito guerreiro que conseguiu superar um problema tão grande como é o dele.


ANJF – Que dica você poderia dar para aquelas pessoas que pretendem ingressar no mercado de trabalho ligado a área de comunicação?


Herta Riama – Pela minha própria experiência eu diria que as pessoas busquem as oportunidades, às vezes a gente acaba que caindo naquele velho ditado que as coisas estão muito difíceis e que o sol não nasce para todos, a questão do comodismo, mas creio que você tem que criar as oportunidades. As pessoas que pretendem hoje se dedicar ao jornalismo tem que se dedicar de corpo e alma e vê que não é tão simples assim e tentar buscar as oportunidades, não pensar apenas na questão financeira deixar meio que de lado, lógico que ninguém vai dizer que não é importante é extremamente importante, mas por outro lado se nós deixarmos de aprender alguma coisa pensar no lado financeiro a gente vai deixar de conquistar outras coisas então é um jogo meio que de compensação, ter muita humildade para buscar esse aprendizado se não você vai ser logo rotulada e não consegue evoluir na profissão.


ANJF - Qual a importância social do jornalista para a sociedade?


Herta Riama - O jornalista que faz algo por alguém, o jornalismo que olha pelas causas sociais eu diria que é o jornalismo que me encanta, esse do sensacionalismo não faz meu estilo, esse de tentar manipular informação também não, mas sim aquele que possa fazer alguma coisa por alguém.

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