Prata com sabor de ouro

Flaubert Paiva, coordenador de Jornalismo fala sobre resultado da Revista Imprensa que coloca FIP em 2º lugar no Nordeste


Em tempos de cassação de diploma de jornalista, as Faculdades Integradas de Patos – FIP – receberam uma boa notícia do portal IMPRENSA, que realizou um estudo sobre os cursos de jornalismo no Brasil e ranqueou as melhores instituições. O curso de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo das FIP foi classificado como o segundo melhor da região Nordeste, ficando atrás apenas da Universidade Federal da Paraíba UFPB.
Por se tratar de uma instituição privada e sediada no sertão paraibano, o título de segunda melhor, tem valor simbólico de “medalha de ouro”, tendo em vista as dificuldades, desconfianças e resistências que ainda existem em relação a um curso de jornalismo oferecido no interior em uma faculdade particular.
Para o coordenador do curso Flaubert Paiva essa segunda posição alcançada pela instituição, deixa os corpos docentes e discentes extremamente realizados. “Nós recebemos essa noticia do portal Imprensa com muita alegria. Diante das dificuldades que vivenciamos por sermos uma universidade localizada no sertão e no panorama atual, no que diz respeito a formação acadêmica ter que repensar a profissão de jornalista e ter que reforçar a necessidade de formação superior para o nosso campo profissional. Sendo assim essa notícia nos deixa extremamente satisfeitos e realizados”, comentou.
Segundo Flaubert Paiva, o trabalho que vem sendo feito na instituição está no caminho certo. “Esse reconhecimento é fruto de muito trabalho e do compromisso de toda uma equipe de professores; também demonstra que a metodologia aplicada tenta desenvolver nos alunos, incentivos, estímulos para a produção acadêmica necessária a um curso de jornalismo”, observa.
Quanto aos critérios usados para a avaliação: titulação, experiência profissional do corpo docente, infra-estrutura, experiência laboratorial, projeto pedagógico e presença no mercado de trabalho, Flaubert confessa a surpresa com que recebeu o resultado da avaliação. “ Fiquei surpreso ao receber a notícia do nosso posicionamento entre os cursos de jornalismo do Nordeste. Ao mesmo tempo observamos que essa surpresa tem como justificativa a análise que foi feita diante do projeto político pedagógico do curso, diante dos resultados laboratoriais obtidos dos planos de curso preparados, elaborados pelos professores do curso e também diante do acervo bibliotecário que dispõe a nossa instituição”.
As outras duas faculdades de jornalismo da Paraíba também ganharam destaque na avaliação do portal Imprensa, para o coordenador fato que deixa o estado em posição privilegiada na região Nordeste e em todo o país. “O que também nos deixou muito satisfeito foi saber que paralelo ao curso das FIP ter conquistado a segunda posição nesse ranking é saber que as três escolas da de jornalismo do estado da Paraíba estão em destaque. A UFPB na primeira posição, as Faculdades Integradas de Patos na segunda e a UEPB na décima posição. Vale ressaltar que não são apenas dez escolas de jornalismo no Nordeste; para se ter uma idéia existem cinco faculdades que oferecem esse curso em Pernambuco, na Bahia vamos ter algo em torno de oito escolas além das outras existentes nos demais estados. Portanto há uma boa preparação para o encaminhamento profissional de acadêmicos de jornalismo aqui no estado da Paraíba”.
O marco alcançado pelo curso de jornalismo das FIP é profícuo, mas não trás soberba nem acomodo ao coordenador do curso. “Nós obtivemos a segunda posição nesse ranking, porém não podemos ficar na soberba de desconsiderarmos as relevâncias das outras escolas, achando que somos o espelho ou modelo para as outras instituições, ou até mesmo não levar em conta as produções de outras faculdades de jornalismo. Temos que considerar que isso nos estimula a prosseguir com o trabalho que vem sendo realizado, sempre na tentativa de obtermos melhorias, embora muitas vezes ficamos apenas nas tentativas, por conta dos muitos elementos que nos adornam mas que não dependem só da gente, vão depender de ordens conjunturais que são bem mais amplas, distantes das nossas possibilidades”.



Eduardo Rabêlo

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