Perfil e realidade do jornalismo na academia

A escolha do jornalismo enquanto formação acadêmica vai ser motivada a partir de um perfil nato que o pretenso jornalista já traz consigo. A educação de maneira mais ampla, na escola, nas convivências sociais e até mesmo no convívio familiar são fatores determinantes para a escolha dessa profissão.
O coordenador do curso de Jornalismo das FIP (Faculdades Integradas de Patos), professor Flaubert Paiva, fala do característico que envolve o indivíduo que se qualifica a essa área. “Nós vamos observar que o aluno ideal para o curso de Jornalismo é aquele que já tem consigo, uma característica de ter motivações de liderança entre os seus grupos, de ter interesse em sempre estar na busca do novo, que sempre estão repassando informações, e principalmente de ter uma afinidade com a escrita”, diz.
O mercado cada dia torna-se mais exigente. Alunos egressos dos cursos das faculdades de Jornalismo não apenas saberão repassar informação usando tão somente procedimentos técnicos para a transcrição da notícia, ele será também um gerenciador de informação. “Durante o curso vai ser desenvolvido o perfil para que o sujeito tenha uma prática do ponto de vista técnico, bem como do ponto de vista intelectual, assim ele terá a possibilidade de trabalhar, justificar, e orientar criteriosamente a informação de forma que a sociedade seja mais crítica, mais reflexiva”, afirma Paiva.
Flaubert em meio à entrevista fez questão de falar sobre um assunto que causou incomodo nos últimos meses entre os jornalistas e alunos de Jornalismo, a cassação do diploma da categoria. “As pessoas estão falando bobagem. O diploma do jornalista não foi invalidado, não deixou de ser legal. Aconteceu que o STF (Superior Tribunal Federal), suspendeu a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, disse em tom de indignação.
Empresas privadas continuam valorizando aquele profissional que tem uma formação superior. Concursos públicos lançados após a decisão do STF que disponibilizavam vagas para jornalistas exigiram o diploma da área para que fosse realizada a inscrição. “As pessoas que portam o diploma de Jornalismo permaneceram detentoras de um curso superior habilitada a realizar atividades atribuídas a ela. Além do mais o indivíduo permanece destacado na sociedade pela sua formação superior”, defendeu Paiva.
Diferentemente do que muitos pensam o jornalista não é mais um contador de histórias como alguns que ainda estão no mercado, sem formação acadêmica. O jornalista formado é um agente transformador no processo informativo.

Christian Oliveira

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