O jornalismo atua no cotidiano buscando apresentá-lo por determinado viés, previamente definido.Quando uma pauta é criada, hierarquicamente se escolhe o que será noticiado. Nesse momento, o espaço público é visto como um leque de opções onde apenas algumas terão destaque na mídia.
Diante disso, torna-se necessário entender o poder daqueles que direcionam as mídias pois, na maioria das vezes o que é noticiado é a expressão do discurso de alguém, de suas idéias, seus pontos de vista. A maioria daqueles que recebem as informações não opina, não reage e repassam-nas adiante como meros reprodutores.
Vêem-se as influências midiáticas em todos os lugares.A forma de falar, andar, vestir e o pior, de pensar das pessoas é facilmente moldado pelos medias. Quantos não estão por aí afirmando mentiras, defendendo idéias e acreditando em ideais alheios como se fossem seus?
A verdade é que construímos o cotidiano e só o reconhecemos na mídia. Confundimos a importância dos acontecimentos com a espetacularização que lhes é conferida. Mas o grande questionamento que fica é: será que o jornalismo ao noticiar o cotidiano está despertando uma consciência transformadora ou está nos levando ao comodismo através da banalização do real?
Por Denísia de Oliveira
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