Vida “cão” de quem tira o sustento do lixo
Por Tássia Candeia - 8º Período
A entrada no mercado de trabalho hoje exige escolaridade mínima ou qualificação na área e, aqueles que não tem acesso a essa especialização, resta à exclusão do sistema ou a marginalização. Soma-se a tal processo a insuficiência de oportunidades que possibilite um movimento contrário a esse cenário. O desemprego é um dos problemas mais sérios do nosso país, assolando de forma trágica principalmente aqueles que possuem baixa escolaridade, pouca ou nenhuma qualificação técnica, mulheres, negros, idosos e deficientes físicos, uma vez que eles são os mais afetados neste processo de restrição de oportunidades.
A resposta encontrada por essas pessoas são os depósitos de lixo de suas cidades, a coletar de lixo é a alternativa encontrada por alguns desses excluídos.
Realidade Local
Em Patos, a situação não é diferente de várias cidades brasileiras. No lixão de Patos cerca de 30 pessoas tiram o seu sustento da coleta de lixo. Entre eles jovens, adultos e idosos. O lucro semanal fica em torno de R$ 50, os preços variam de acordo q com os produtos encontrados e também se já tiverem um comprador fixo.
Nilma Farias de Brito, hoje com 51 anos de idade e 30 deles foram passados no lixão. É lá que ela consegue tirar o sustento de toda sua família. Mas ela diz que não tem vergonha do que faz. Assim como ela vários outros chefes de família também retiram do lixo seu sustento. Os catadores trabalham sem nenhuma proteção, como o uso de mascaras e luvas, e dividem os restos de comidas com os animais.
A entrada de menores é proibida no lixão. Nilma então foi nomeada Fiscal pela prefeitura por ser a catadora mais antiga do lixão, mas afirma que “essa nova lei gerou algumas inimizades, pois alguns não querem cumprir”.
O lixo gerado na cidade de Patos é cada vez maior. Isso é devido ao crescimento da cidade, e isso contribui para o crescimento para o surgimento cada vez maior de diferentes tipos de materiais descartáveis.
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